Posted by Andre on Jan 14, '10 7:49 AM for everyone (originalmente postado em sobreaikido.blogspot.com)
Tive conhecimento que neste último final de semana, durante a cerimônia do Kagami Biraki realizada no Hombu Dojo de Tóquio, Nishida sensei recebeu a graduação de 7º dan.
Deixo aqui meus parabéns a ele. Isso representa mais um grande passo no fortalecimento do aikido brasileiro.
Assim temos as seguintes graduações no país:
Kawai sensei 8º dan Shikanai sensei 7º dan Ono sensei 7º dan Nishida sensei 7º dan Nossas estagiárias parabenizam sensei Nishida Posted by Andre on Dec 25, '09 7:36 AM for everyone Há anos não vinha a Búzios e pela primeira vez decidi ficar em Búzios. Cheguei no dia 23/12/2009, passei pelo albergue com o qual haavia feito contato(Yellow Stripe), mas como não havia feito depósito de reserva não havia vaga. Sem problemas, segui para o Praia dos Amores, bem pertinho e o mais antigo da cidade. Me instalei e já saí para ir á praia.
A praia da tartaruga foi a primeira e fica há uns 10 minutos de caminhada do albergue. Bonita, águas calmas e mornas, mas tudo caríssimo(cerveja em lata R$ 5 e garrafa R$ 10). Fiquei por ali curtindo o sol e descansando.
Voltei ao albergue e dormi um pouco. A noite segui para o centro, a área da rua das pedras. A cidade está cheia, os bares e restaurantes tomados. Mas não lotados como provavelmente ficarão no reveillon. Andei pela Orla Bardot e voltei à rua das pedras. Parei para comer um crepe no Chez Michou, o original. Enrolei mais um pouco e voltei para dormir.
No dia seguinte(24/12) fui desbravar outras praias, sempre andando. Segui pela rua das pedras(praia do canto), pela Orla Bardot até o final da Armação dos Búzios. Ali subi pela igreja de Santana chegando à praia dos ossos(pequena e feia). Ao final dela segue uma rua sem saída daonde parte uma pequena trilha para as praias da azeda e azedinha. Estas também são pequenas e como estavam cheias não achei muito legal. Dei um tempo por ali e segui para a praia de João Fernandes. Esta maior, mas lotada e ainda mais cara. Em um dos "barcos"(pequenos barcos na areia que servem de local para venda de bebidas) a mulher teve a cara de pau de me cobrar 4 reais por uma água. Andei um pouco e decidi votar ao albergue. Antes parei para almoçar no bar do pinguim(R$ 15 reais o comercial bem servido).
A noite de véspera de natal, como era de se esperar, a rua das pedras estava "fechada". A rua paralela a ela estava mais animada com alguns restaurantes abertos. Poucos ficaram até a meia noite. Fiquei por ali bebendo uma cervejinha. Là pela meia noite e meia abriu um barzinho com música eletrônica que rapidamente lotou, era a única opção de lazer.
Hoje o tempo nublou. Se der irei à Ferradura. Posted by Andre on May 31, '08 1:25 PM for everyone Sai do Rio no dia 09/06 rumo a Roma, com conexao em Lisboa, pela TAP. O voo foi pessimo, quando passamos pela linha do Equador o aviao "caiu" em um buraco, mas chegamos bem e a tempo de pegar a conexao para Roma. Curiosamente encontrei Marcelo no voo. Para Roma foi tranquilo e do aeroporto peguei o Leonardo Express(trem/11 euros) para Roma Termini e segui para o Turatti BB Inn, um albergue muito do sem-vergonha que havia reservado. Bem basico, o gerente(Marco) e gente boa e perto(10 minutos de caminhada) dos pontos turisticos(Coliseu, Foro Italico, Romano, etc). Paguei 23, 31 por noite, o que e caro, mas para Roma esta bom. Passei 3 dias em Roma e andei a cidade toda. Ja havia estado aqui, mas agora tenho um pouco mais de consciencia do que estava visitando. A noite fui a uma botiglieria, que parecia ser o point ja que estava sempre cheia. De Roma fui de barco para a Grecia. Segui de ate Bari e dali o barco(Blue Star Ferries, 50 euros, 17hs de viagem) para Patras. Em Patras segui de trem/trem de suburbio/metro ate Atenas. Fiquei no Zorbas(Victoria Station, 14 euros). Ja conhecia Atenas, da mesma forma que Roma, andei tudo, mas nao entrei nos pontos turisticos, pois ja conhecia. De Atenas peguei o barco para Paros, uma das ilhas ciclades que ainda nao conhecia. Agradavel, arrumei um hotel por 20 euros, perto da praia, com piscina, ar condicionado e tv. Passei umas 3 noites e segui para Creta. A chegada em Creta foi pessima, pois cheguei em Iraklio. As cidades gregas nao tem sinalizacao e para achar a rodoviaria demorei um pouco, mas cheguei a tempode pegar o onibus de 21h para Rethymno. Cheguei tarde e por isso peguei um taxi(4,50 euros/caro) para o albergue. O albergue e simples, mas Ivan(o gerente, um serbio que mora ali ha 6 anos e que e dificil entender o que ele fala) e muito gente boa. O albergue tem espirito de albergue e na segunda noite conheci muita gente legal(Sigmar-Austriaco, Noela/Penny-Malta, Sinos-Grego, dentre outros). De Creta segui para Nafplio na Peloponesia(uma das areas do continente) daonde estou escrevendo isso. Nada demais. As atracoes estao nas cidades em volta. Arrumei um hotelzinho por 11euros, o que e uma barganha para esta area. Continua... Posted by Andre on Jun 11, '07 2:02 PM for everyone Essa é a primeira vez que viajo para o exterior e que tenho a disposição a internet. Isso demonstra uma tremenda mudança dos tempos. Em 1994 quando fiz minha primeira viagem sozinho para o exterior, passando um mês na costa leste dos EUA, dispor dessa tecnologia toda não era nem sonho. Naquela época você se sentia um verdadeiro mochileiro. Teria que chegar ao local e descobrir onde ficar hospedado, aprender a chegar até lá perguntando a todos na rua. Agora bastam alguns cliques que já temos tudo na mão, fácil, fácil. Dá pra reservar uma vaga em albergues do mundo inteiro, comprar passagens e até pedir pizza pela internet. Uma coisa me chamou muito a atenção. Todo viajante independente(termo politicamente correto, ja que mochileiro é coisa do passado, de vagabundos) que se preze mantém um pequeno diário com suas aventuras. Normalmente é um pequeno caderno aonde anotamos fatos curiosos, dicas, etc. Hoje um blog pode substituir o papel, desde que seja fácil o acesso à internet. Mas daí a você carregar consigo um notebook, com acesso wi-fi, vai um pouo demais. E isso é normal hoje. Cada um com seu computador embrulhado dentro da mochila. E que mochilas! Profissionais, ortopedicamente preparadas e agora até com acesso à internet.
Tudo mudou de 13 anos para cá. Imagino como os pioneiros se sentiriam a verem tudo isso. "On the road" já não é mais uma obra emblemática. Bom, talvez a versão eBook até seja.
Posted by Andre on May 31, '07 1:51 PM for everyone De Budapeste vim para Zagreb. Para quem nao sabe e a capital da Croacia. Para quem nao sabe, a Croacia e um pais que faz fornteira com a Hungria, a Bosnia, Italia e sei la mais aonde. Ir daqui para Belgrado e Sarajevo e muito facil. Aqui tambem e famosa pelo futebol e por Dubrovnick, uma pequena cidade costeira na fronteira com a Bosnia.
Tem nada pra fazer aqui. A cidade oferece tao pouca coisa que nem souvenir consegui comprar. A boa e ir para o litoral. Mas nao vou. Amanha sigo para Ljubljana(olhem no mapa!).
O albergue e caro(20 euros, o mais caro ate agora), mas a comida e farta e relativamente barata(5 a 7 euros). Ontem teve um show aqui na praca. Comecou com um grupo tradicional e terminou com, segundo me informaram, um dos maiores pop stars aqui. A molecada local adorou, mas foi meio ridiculo.
A grande atracao da cidade e a cidade alta e a igreja de 1240.
Aqui a internet nao e de graca, amanha deve ser entao atualizo mais.
Algumas palavras importantes no leste europeu. Cerveja em:
- Alemao(Austria ou Osterich): Bier - Tcheco e Croata(Hrvsta): Pivo - Hungaro(Magyar): Sör(Shure)
Sai de Zagreb em direcao a Ljubljana, capital da Slovenia. Todos esses paises faziam parte da Iugoslavia. Desde a entrada na Croacia que as coisas no controle de passaporte ficaram mais complicadas. Desacostumados a verem pasaporte tao ruim como o nosso, logo desconfiam, fazem milhares de perguntas, acham que e falsificado, etc. O curioso e que em paises melhores, como a Espanha e Austria, isso ainda nao aconteceu. Ljubljana e uma cidade mais agradavel. Tambem nao tem nada ou muito pouco para se ver ou fazer. E menor ainda que Zagreb. O tempo esta ruim e isso deve atrapalhar o pouco turismo que poderia fazer aqui. Estive visitando o castelo daqui, a feira livre(que e um acontecimento todo sabado), a feira de antiguidades(aos domingos na beira do rio). A tarde e bom ficar tomando uma cerveja em algum dos diversos cafes na beira do riom que nem sao tao caros assim(cerveja a 2,30). A noite ha algumas boites(Global, Orto) e principalmente os pubs irlandeses(Guiness, Cutty Sarks e Patricks). A comida e diversa, me sugeriram experimentar o Burek, mas nao consegui achar, apesar de me terem dito que e algo tao comum quanto o Gyros ou o Kebap. Uma coisa curiosa e a moda de Brasil aqui nessa area. Muitas camisas verde-amarelas, havaianas(20 euros) e caipirinha. Nao deu tempo de ir a Bled(e a chuva atrapalhou tambem), uma pequena cidade na beira de um lago. Pelas fotos deve ser muito bonita. Fica a apenas 1 hora de onibus daqui. Proximo destino: Salzburg, terra natal de Mozart e do filme Sound of Music. Obrigado em: Alemao - Danke shon Tcheco - Bibiqui Esloveno - Hvala(Vala) Posted by Andre on May 29, '07 9:01 AM for everyone Praga?! Esquece. A boa até agora é Budapeste. Praga é lotada de turistas na parte que realmente interessa. Budapeste é tambén cheia de turistas, mas como as atracoes sao mais distantes, ja nao da para perceber tanto. Além disso é uma cidade agradável aonde as pessoas saő mais receptivas. Aqui te dao informacao com alegria. Na estacao hoje pela manha, quando fui comprar a passagem para Zagreb, a moca do caixa me deu todas as informacoes com um sorriso. Considerando que em Viena e Praga todos dao informacoes com uma tremenda ma vontade, especialmente se voce fala em ingles, aqui é o paraiso. Alias, na Europa foi um dos poucos lugares aonde isso aconteceu. E para melhorar, Budapeste é bem mais barata.
Tem muits coisa a se fazer aqui. Comece por Buda, a parte histórica, do outro lado do rio. Va ao castelo, a igreja ao lado, ao labirinto(nao o labirintus, mas o do Buda Castle, que e meio dificil de achar). Va em seguida(nao necessariamente nesta ordem) a Citadela e ao parque embaixo dela. Ande bastante pela cidade toda, e tudo bem perto. Imperdivel sao os banhos. Famosos desde a antiguidade ha uma grande variedade deles. O maior e mais concorrido e o que fica no parque da cidade, proximo a Heroes Square(final da Andrassy utca). Da para ficar o dia todo(custa 2400 ft, algo em torno de 9 euros - 1 euro por 246 ft). Tem uma grande piscina aquecida na area externa, e pequenas piscinas na area interna com agua variando de 18 a 38 graus no verao)no inverno chega a 40 graus). Voce ira sair de la exausto e renovado.
Amanha cedo sigo para a Croacia. Nao sei o que esperar. É bem mais cara que aqui. Se puder irei a Dalmatian Coast, aonde esta Dubrovinick, que os brasileiros conhecem da guerra. Diyem ser um lugar muito bonito, mas distante umas 12 horas de trem da capital.
Aproveitei aqui para registrar pois a internet no albergue(Art Hostel - www.arthostel.hu) é grátis. Aliás, a internet aqui por Budapeste ée muito barata, em torno de 0,50 cents de euro a hora.
Apenas para constar, estive aqui entre 25/05/2007 e 30/05/2007(sexta a quarta). Posted by Andre on Oct 16, '06 1:39 PM for everyone
Cada um
tem seu motivo para começar a prática do aikidô.
E ao longo do tempo cada um também desenvolve seus próprios
motivos para continuar treinando. E ainda mais, cada um desenvolve
seu próprio tipo de treinamento.
Comecei
no aikidô há mais de 10 anos. Ao contrário da
grande maioria eu não tinha nenhum motivo específico
para começar a treinar. Apenas queria fazer alguma atividade
física. Na época ainda não havia internet como
hoje, e por isso foi difícil achar uma academia. Durante muito
tempo foi exclusivamente por essa razão que treinava, mexer o
corpo, suar um pouco. Mas depois que o meu professor deixou de dar
aulas, nos deixando sem pai nem mãe, e tendo assumido um aluno
dele mais graduado, comecei a mudar a minha perspectiva em relação
à arte.
Foi
nesta época que comecei a ler mais sobre o aikidô.
Passei a participar mais de seminários, encontros, treinos
especiais. Foi também quando comecei a aplicar mais
diretamente o que aprendia em aula, na minha vida. E também
quando comecei a observar melhor os acontecimentos dentro do tatame.
Para mim, aquela área delimitada pelas quatro linhas é
um micro cosmo, um pequeno universo que representa toda a sociedade.
Ali você encontra pessoas dos mais diversos tipos. Elas diferem
não só em características básicas como
altura, sexo, peso, aparência, mas principalmente na
personalidade. Há os marrentos, os orgulhosos, os inseguros,
os preguiçosos, os violentos, os desequilibrados, os animados,
os bonzinhos, os malvados e maldosos.
Quantos
não foram, não são e ainda serão aqueles
que caem diante da mínima menção sua de fazer um
determinado movimento e que apesar de avisados continuam com a mesma
atitude. Por outro lado há aqueles que parecem feitos do metal
mais pesado possível, que para serem movidos é
necessário um guindaste. Existem aqueles que treinam de forma
muito leve, basicamente uma dança. Por vezes alegando que
assim o fazem por estarem em busca de um contato com o universo,
porque querem desenvolver seu “ki”. Da mesma forma temos aqueles
que treinam extremamente pesado, que estão “pouco se
lixando” para essa baboseira de “ki”, de harmonia.
Não
há problema nenhum nessas diferenças. O problema
acontece quando esses mundos se encontram. Na verdade eles colidem.
Vão acontecer reclamações dos dois lados quando
isso acontece. “Pô, cara grosso, quase quebrou meu braço!”.
“Não vou mais treinar com aquele pessoal não, eles
atacam sem energia nenhuma!”. “Você está travando,
têm que ficar mais solto.”. Quantas vezes já não
ouvi isso. Quantas vezes já não falei isso.
Mas esta
colisão só ocorre por falta de habilidade nossa em
lidar com a diversidade. E se você já tiver uma certa
graduação ou experiência na arte, mostra que você
aprendeu pouquíssimo. E se você simplesmente não
toma nenhuma atitude para reverter essa situação,
mostra que você é um péssimo aikidoca. É
necessário aprender a lidar e respeitar os limites de cada um.
Essas
diferenças não podem ser encaradas como algo ruim. Pelo
contrário, é justamente essa diversidade que torna a
prática tão interessante, tão desafiadora, tão
difícil. É isso que torna o aikidô aplicável
ao seu dia-a-dia.
Cada um
tem o direito de escolher a sua forma de treinamento. Isso só
não pode significar que o praticante deva ficar estacionado
nesta forma. A medida que for crescendo dentro da arte ele deve
buscar uma melhora, uma mudança dentro da sua prática.
Se você cai por qualquer motivo, procure estudar a razão
disso e na próxima vez já não “caia” tão
fácil. Em algum momento você vai chegar ao ponto de
saber que não dá mais para evitar e a queda é
inevitável. Isso poupará muitas contusões. Se
você é extremamente forte e gosta sempre de enfiar a
cara do uke no chão, reconsidere, veja se isso é
realmente necessário, será que apenas desequilibrá-lo
e imobilizá-lo não é o bastante?
Alegar
que é sempre necessário treinar para arrebentar de
forma a se preparar para uma “situação real” não
convence. Pelo simples motivo que no treino não é uma
situação real. “Treino é treino, jogo é
jogo”, já disseram. Quebrar o braço de alguém
toda aula não se justifica como preparação para
uma situação violenta que você possa vir a se
deparar.
A busca
da união com o universo e do desenvolvimento do “ki”
também não devem ser usadas como justificativas para um
treino “ballet”. Se assim você o fizer estará apenas
se enganando achando que está adquirindo uma habilidade na
arte além de atrapalhar os outros.
Há
ainda um grupo mais que ainda não citei. São aqueles
que tratam o aikidô como religião.
Uma
busca espiritual não deve ser feita em cima do tatame. Ela
deve ser feita em um templo, uma igreja, através de uma
religião qualquer. O aikidô não vai te dar
respostas para questões existenciais. O aikidô não
possui uma filosofia, como tanto as pessoas gostam de dizer.
Filosofia é o questionamento diante de valores e
interpretações comumente aceitas, é a reflexão
de idéias, análise, discussão. O que há
no aikidô é o reflexo das idéias de um homem,
este sim muito religioso. O aikidô é a parte física,
por assim dizer, que junto com a religiosidade de cada um, seja esta
qual for, pode conduzir à iluminação.
A
harmonia do aikidô vem de saber lidar com tudo e todos, saber
transitar achando um ponto de equilíbrio. É saber usar
a sua energia de forma adequada. Esse é o caminho proposto. É
o de criar indivíduos capazes de agir adequadamente diante de
qualquer situação, tornando-os assim capazes de viver e
criar uma sociedade melhor. Acredito que nada disso seja novidade. São coisas óbvias, mas que por isso mesmo é sempre bom sermos lembrados delas.
André Fettermann de Andrade EMA - Escola Meirelles de Aikido http://www.escoladeaikido.com.br
Posted by Andre on Jun 6, '06 11:36 AM for everyone
Todas essas foram retiradas das mais diversas fontes, mas que no entanto não se encerram nessa lista, com certeza outras virão. Mantive a grafia original.
"O Aikido é uma variação do tai chi chuan que ultiliza conhecimento em anatômia nos meridianos e pontos da acupuntura para manter um equilibrio próprio e desequilibrar o inimigo a evolução da própria energia e equilibrio são os pontos altos do Aikido, as artes marciais são na maioria tecnicas milenares o aikido é um aperfeiçoamento de algumas com a pretenção futurista de manter o centro e o equilibrio a ponto de nunca precisar usa lo, (quando a superioridade em combate é notória o combatente em vantajem deve exercer a piedade)"
Nunca aprendi isso... meus senseis me enganaram esse tempo todo... sempre achei que era uma arte japonesa.... será que ele sabe tanto aikido quanto domina a língua portguesa?
"(...)sou faixa preta de Full Contact já pratiquei taichi, Rapikido,Kung Fu Garra de aguia e estou interessado em estar aprendendo o Aikido"
Rapikido? vem de rápido ou de rap? arte marcial do brooklin em Nova Iorque?
"O aikido existe desde o início do universo"
Bom, se alguns pregam que o aikido é tornar-se uno com o universo isso faz sentido.
"Quem conhece ou ouviu falar em Masanao Ueno agora pode fazer parte da comunidade Desde Mestre que foi um Verdadeiro seguidor da Verdade"
Um verdadeiro seguidor da verdade....
"Guilherme, antes de vir com esses "ouvi dizer" tenha conscinecia doque voce fala. Kawai Sensei foi encarregado de ser shihan aqui no brasil nao sei por quem mas foi do proprio hombu dojo(...)"
Não sei por quem......
"porque o aikido antes de ser uma arte marcial é um Budo."
Hã?
"Lembrem-se que estamos poluidos com a Filosofia Ocidental, eminentemente cientificista, que nega a Filosofia Oriental."
Hãããã?
"Hapkido - a arte marcial dos ninjas coreanos"
Ninjas na Coréia?
"fiz uma viajen pro oriente e meu o Steven Seagal e venerado pelo seu alto grau do aikido mano se liga no q vc fala o kara e rei tds mestres q conheci acham ele d+ so vc tem raiva ou seria inveja dele"
Bom, eu tenho inveja de alguém que escreve assim....
"Batman é ninja?"
Impagável...
“Tem sensei q diz q tem o poder da mente."
Só sensei tem isso?
"Michael 1/11/2006 9:14 AM e o nada é a essência do todo.
Michel 1/11/2006 9:19 AM o todo se esvai pelo sempre.
Michel 1/11/2006 9:21 AM e o sempre permaia o fuyo.
Michel 1/11/2006 9:21 AM e o fuyo...
Michel 1/11/2006 9:22 AM ...é um buiaco na paiede...
Michel 1/11/2006 9:23 AM ...onde se bota o paiafuso pra pindurá o barde."
He,he...
"mesmo os ferreiros japoneses utilizam muito, enquanto martelam a espada de frente ao kami-dana, recitando cânticos sagrados para encantar a lâmina."
Sai um gênio da lâmina encantada que nem da lâmpada do Aladin?
"Faixas coloridas servem pro dojo ficar mais fofo."
Podia ajudar o tatame a ficar mais fofo também... doiria menos cair.
" A diferença é que kawai sensei tem o maior grau de aikido da américa"
Uau, Yamada, Saotome, Chiba, Ikeda se deram mal...
“meu aikido versus O cao enlouquecido!
estava correndo , quando comecava a anoitecer... um boxer quer estava livre de sua coleira me viu correndo e veio em linha reta pra mim. Sem chance de vence-lo numa corrida eu parei, entrei em kamae e projetei meu ki, o maldito cao ficou me circulando e latindo com frenezi enquanto eu matinha meu kamae apontando pra ele. Forçando-o a nao se aproximar de mim... dai o dono desesperado catou o cao pela coleira e pediu desculpa. Isso enquanto o cao se apoiava apenas nas patas traseiras.. cheio de furia “
Quero aprender a projetar o ki também... melhor não, pode passar alguém e pegar e nunca mais me devolver...
Outras virão....
Posted by Andre on May 2, '06 10:47 AM for everyone Abaixo segue um texto que traduzi. Ele se refere a uma seção da antiga revista Aikido Today Magazine aonde uma psicóloga e faixa preta de Aikido discutia os diversos problema que podem aparecer no dojo a partir de cartas de leitores.
Acho muito interessante pois com certeza todos já pasamos ou passaremos por essas situações, seja no dojo ou na vida, e aprender com quem sabe um pouco mais é sempre bom.
Um problema de treinamento(a training problem)
Aikido Today Magazine #97 Common dojo conflicts
“Estou treinando em um bom dojo com várias pessoas divertidas, e eu adoro o aikido. Mas tenho problemas com um praticante em particular. Ele é da Europa, mas fala um bom inglês e sinto que não temos problemas de comunicação. Contudo, ele insiste em seguir na sua velocidade, que é avançada. Eu sou iniciante e ele acabou por me machucar por diversas vezes. Estou pronto para desistir porque já não dá mais para tirar licenças médicas no trabalho para me recuperar. Alguma sugestão?
Sinceramente, disgusted”
As boas notícias para Disgusted é que ele descobriu uma arte marcial maravilhosa. Ao longo do tempo irá permitir a ele que refine seu corpo. Também irá permitir que ele aprenda mais sobre os pontos fortes e fracos de sua personalidade e a trabalhar nela à medida que progredir em suas habilidades técnicas.
O enfoque da psicologia do Aikido vem de uma filosofia bastante sofisticada, a qual é baseada na premissa que somos todos partes de “uma só coisa”. Essa filosofia ensina que aprender a aceitar uma energia negativa e a redirecioná-la pode mudar nossas vidas e as de quem nos ataca. Há inúmeras estórias nas quais O'Sensei fez exatamente isso. (Se Disgusted ainda não tiver lido a biografia de O'Sensei ou uma descrição de sua filosofia, é aconselhável que o faça).
Apesar de nem todos os dojos falem explicitamente sobre a dinâmica de se unir com a agressão, essa idéia está implícita em todos os movimentos do Aikido. O pensamento é, “Receba a agressão e permita que a energia do ataca volte para o atacante”.
No Aikido aprendemos a aceitar a energia agressiva de um ataque e tomas decisões iluminadas sobre o que fazer com essa energia. As defesas do Aikido foram planejadas para que não nos machuquemos. Se formos atacados em um estacionamento, é claro que preferimos que os nossos atacantes acabem no chão ao invés de nós. Por essa razão a polícia aprende técnicas de imobilização do Aikido, assim podem controlar os agressores sem ter que machucá-los.
O objetivo da prática é nos permitir experimentar ataques em um ambiente seguro e controlado. O uke ataca e o nage responde com várias defesas.
O Aikido é único como arte marcial por ser puramente defensiva; sua intenção é nos manter seguros ao invés de nos mostrar como “arrebentar” os outros. Como resultado, estamos sempre com o foco no que nossa própria energia está fazendo e, ao mesmo tempo, aprendendo a lidar com a energia que nos está sendo direcionado de outras fontes(nesse caso, o parceiro ou “atacante”). Fazer essas duas coisas ao mesmo tempo é exigir muito, principalmente dos iniciantes. Nós possivelmente estaremos tão ocupados em saber “aonde colocar o pé” que teremos muito pouco espaço mental para pensar sobre “o que o outro cara está fazendo”. Essa é uma das razões pelas quais os iniciantes se machucam mais. Afinal de contas os iniciantes estão aprendendo uma habilidade altamente física totalmente nova – habilidade essa que envolve se arremessar em um tatame, rolar de cabeça para baixo e descobrir como relaxar quando alguém os estiver atirando no chão.
Quanto mais resistimos a uma projeção, maior é a possibilidade de nos machucarmos. Mas um iniciante pode não estar consciente de que ele ou ela não estão relaxando durante a técnica. Por exemplo, muitos iniciantes irão tentar fugir de um Nikyo – um movimento que que faz com que eles estiquem seus braços, deixando seus cotovelos particularmente vulneráveis a um machucado. Pode não ser a intenção do nage machucar o uke, mas às vezes o uke pode acabar se machucando de qualquer maneira.
Bom, parece que os problemas do Disgusted nas aulas é com uma pessoa em particular.
Quando pensando sobre essa pessoa, Disgusted deve perguntar a si mesmo, “Essa pessoa treina diferente comigo em relação aos outros alunos?”
Se a resposta for “Sim”, provavelmente há um conflito de personalidades entre o Disgusted e essa pessoa que precisa ser avaliado. Nesse caso, Disgusted deve conversar com o seu parceiro em particular e perguntar a ele o que está acontecendo. Pode ser que o parceiro seja um “valentão de armário”, e trazer o conflito à luz pode ser o bastante para resolver o problema.
Por outro lado, pode ser apenas que o parceiro esteja treinando da forma como treinava em seu dojo original. Diferentes dojos têm diferentes ambientes no treino.
Se o parceiro problemático treina da mesma forma com outras pessoas além do Disgusted, isso pode ser apenas a maneira dele de ser. Nesse caso, Disgusted precisa aprender a garantir a sua segurança.
Apesar de ser tarefa do instrutor garantir que as aulas sejam seguras, nenhum professor observar todas as interações. Será que o professor do Disgusted sabe que ele está sendo repetidamente lesionado pela mesma pessoa? Se Disgusted não ficar satisfeito após conversar diretamente com seu parceiro, ele deve considerar levar suas preocupações para o professor.
Apesar do Disgusted parece estar tendo problemas com um aluno que é mais avançado que ele, essa não é a regra. Na maioria dos dojos é responsabilidade dos alunso mais antigos adaptar a sua prática ao nível dos seus parceiros. Essa é uma das razões por que pode ser divertido treinar com parceiros que têm muitos anos de prática: parceiros habilidosos podem treinar com iniciantes no nível mais alto da habilidade dos iniciantes sem sacrificar a segurança.
Elizabeth Hendricks é doutora em psicologia clínica e faixa preta de Aikido. Posted by Andre on Feb 22, '06 3:49 PM for everyone O aikidô no Brasil não é apenas uma arte marcial é também uma marca registrada e nesse texto pretendo esclarecer isso de uma vez por todas.
Antes cabe explicar algumas coisas. Estarei apresentando apenas os fatos sem qualquer interpretação, portanto se você for um daqueles que se sente ofendido por qualquer motivo é melhor nem ler, pois não aceitarei reclamações posteriores. Tudo que apresentarei aqui são dados de domínio público que podem ser consultados no site do INPI e da Receita Federal.
O INPI é o órgão no Brasil responsável pelo registro de marcas, ou seja, se você tem uma marca e gostaria de registrá-la é ao INPI que você deve recorrer. Uma marca pode ter uma ou mais das seguintes apresentações: a nominativa(apenas texto), a figurativa(uma representação gráfica), a mista(mistura de nominativa com figurativa) e a tridimensional e qualquer um desses tipos deve se referenciar a um produto e/ou um serviço. No início a lei que regia o registro das marcas no Brasil era a 5.772 de 21 de dezembro de 1971 tendo sido substituída pela lei 9.279 de 14 de maio de 1996. Uma marca, após concedido o registro, tem a validade de 10 anos podendo ser prorrogado indefinadamente pelo mesmo período.
Pois bem, vamos ao que interessa. Irei apresentar em ordem cronológica para facilitar a leitura:
-
1978: é depositado o pedido de registro da marca “Aikido” com apresentação nominativa e natureza de serviço pela Sul América Marcas e Patentes, procuradora da Associação Central de Aikido. Essa associação localizava-se na época à Rua José Salier Peixoto, 34, Jd. Previdência, São Paulo. Hoje localiza-se à Rua Geraldo Amorim, 91, Jd. Pinheiros, São Paulo(fonte: site da receita federal, consulta de CNPJ), que vem a ser o endereço da sede e academia central da União Sul Americana de Aikidô comandada pelo sensei Kawai.
Também é depositado pela mesma Associação Central de Aikido o pedido de registro das marcas “AIKI”, “AIKI BUDO” e “AIKIKAI” como nominativas.
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1979: é depositado o pedido de registro da marca “AIKI BUDO” pela Associação central de Aikido.
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1980: é concedido o registro da marca “AIKIDO” através do processo de número 007063997, da marca “AIKI” através do processo 007064004 e da marca “AIKI BUDO” pelo processo número 007069359 à Asociação Central de Aikido.
-
1988: é aberto o processo de caducidade das marcas “AIKIDO”, “AIKI” e “AIKI BUDO” baseado no artigo 94 do Código da Propriedade Industrial(Lei 5.772de 21 de dezembro de 1971). Esse artigo diz:
“Salvo motivo de força maior, caducará o registro, “ex officio” ou mediante requerimento de qualquer interessado, quando o seu uso não tiver sido iniciado no Brasil dentro de dois anos contados da concessão do registro, ou se for interrompidopor mais de dois anos consecutivos.
Parágrafo único: Ao titular do registro, notificado de acordo com o artigo 95, caberá provar o uso ou o desuso por motivo de força maior.”
Nesse mesmo ano é depositado um novo pedido de registro da marca “Aikido”, dessa vez pela “Confederação Brasileira de Aikido-Inst Takemussu Brazil-Aikikai” em nome dela mesma. Essa confederação tem endereço à Rua Mauro, 331, Jabaquara, São Paulo, aonde também se localiza o seu dojo central comandado pelo sensei Wagner Bull. Também são depositados por essa instituição os seguintes pedidos de registro para as marcas “TAKEMUSSU AIKIDO” e “TAKEMUSSU”.
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1989: é declarada a caducidade das marcas “AIKIDO”, “AIKI” e “AIKI BUDO”. Isso siginifca que a marca se extingue pelo não uso indicado no art. 94 citado anteriormente. A caducidade foi declarada pela falta de apresentação de uma procuração pelo procurador da Associação Central de Aikido, ou seja, a petição para que não fosse declarada a caducidade foi apresentada em tempo hábil, porém sem uma procuração válida.
Os pedidos de registro das marcas “TAKEMUSSU AIKIDO” e “TAKEMUSSU” não são concedidos à Confederação Brasileira de Aikido-Inst Takemussu Brazil-Aikikai por se tratarem de marcas não registráveis segundo a lei vigente na época.
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1990: é revertida a caducidade e os registros das marcas “Aikido”, “AIKI” e “AIKI BUDO” voltam a valer. Os pedidos de registro feitos pela Confederação Brasileira de Aikido para as marcas “AIKIDO”, “TAKEMUSSU AIKIDO” são arquivados.
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1991: é prorrogada a vigência do registro da marca “AIKIDO”. É depositado pela Associação Central de Aikido o pedido de registro da marca nominativa de serviço “AIKIKAI”. É depositado pela Confederação Brasileira de Aikido-Inst Takemussu Brazil-Aikikai o pedido da marca nominativa de serviço “BRASIL AIKIKAI”.
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1992: as marcas “AIKI” e “AIKI BUDO” são declaradas extintas uma vez que não houve pedido de prorrogação delas. É concedido o registro da marca “AIKIKAI” à Associação Central de Aikido. A marca “BRASIL AIKIKAI” é concedida à Confederação Brasileira de Aikido-Inst Takemussu Brazil-Aikikai porém sem permitir o uso exclusivo da palavra Brasil.
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1993: é depositado o pedido de registro da marca mista de serviço “BRAZIL AIKIKAI” pela Confederação Brasileira de Aikido-Inst. Takemussu Brazil-Aikikai.
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1995: é depositado o pedido de registro da marca nominativa “AIKI” pela Confederação Brasileira de Aikido-Inst Takemussu Brazil-Aikikai.
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1998: é indeferido o pedido de registro da marca figurativa “BRAZIL AIKIKAI” requisitada pela Confederação Brasileira de Aikido-Inst Takemussu Brazil-Aikikai. É concedido o registro da marca “AIKI” à Confederação Brasileira de Aikido-Inst Takemussu Brazil-Aikikai.
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1999: é apresentado novo pedido de registro da marca “Aikido” agora Editora Escala. O Instituto Takemussu-Brasil Aikikai entra com um requerimento de pedido de caducidade da marca “AIKIKAI” concedida à Associação Central de Aikido.
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2000: novamente prorrogada a vigência do registro.
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2002: o pedido da Editora Escala é aceito e a marca “Aikido” é registrada. Nesse mesmo ano a Assoociação Central de Aikido entra com uma petição para anular esse segundo registro. São depositados os pedidos de registro das marcas nominativas “Goshin Jitsu” e “Aiki No Michi” pela Confederação Brasileira de Aikido-Inst Takemussu Brazil-Aikikai.
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2003: a marca “AIKIKAI” é declarada em caducidade pela falta de comprovação de uso efetivo da marca pela Associação Central de Aikido.
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2005: o registro da marca “AIKIKAI” é extinto.
Obs 1: Goshin Jitsu: arte marcial criada nos EUA que mistura uma diversidade de outras lutas, leia mais em https://netfiles.uiuc.edu/ro/www/GoshinJitsu/history.html
Obs 2: Aiki No Michi se refere ao aikido mais próximo da forma como praticada originalmente por O'Sensei, alguns se referem à época do “Dojo do Inferno”. Posted by Andre on Jan 18, '06 6:41 PM for everyone Por várias vezes encontrei a descrição do aikidô como a arte da harmonia com a natureza, de tornar-se uno com o universo. Vários são os defensores da teoria na qual o aikido não é somente o treino de técnicas no plano físico somente. A alegação é a de que é necessário entender a mensagem de O'Sensei para efetivamente estar praticando o aikido.
Quando iniciei na prática do aikido ingressei em um grupo onde o xintoismo deve ser levado em consideração sempre. No entanto meu primeiro professor não é(ou pelo menos não era) praticante da religião Omoto. Então como seria possível ele passar um ikyo dentro desse conceito?
Recentemente lí um texto traduzido aonde no final o responsável pela tradução alega que é fundamental o estudo do Xintoísmo pelos aikidoístas. Seguindo essa mesma linha então esse mesmo estudo também se faz fundamental para o judo, karate, o judaísmo é base do krav-magá, o candomblé(ou o que quer que seja) para a capoeria. Sem dúvida que O'Sensei era um devoto aficcionado pela sua religião e no aikido quis de alguma forma refletir o seu pensamento. Mas isso tudo faz sentido dentro da cultura japonesa. Eu não sou japonês.
Em um livro que também lí recentemente há um trecho onde o autor, um antigo uchi deshi de O'Sensei, pedia para que lhe mostrassem o “ki” ou pelo menos dissessem com o que ele se parece. Ninguém é capaz disso, o “ki” nada mais é que um conceito abstrato, vivo na cultura japonesa. Não sou capaz de distinguir uma técnica feita com “ki” de uma feita sem “ki”. Você é capaz? Jura? Nesse caso você provavelmente é o único. E mais, baseado em que você pode afirmar isso? Da mesma forma te pergunto, o que é se tornar uno com o universo? Como eu vou saber se consegui isso? A teoria é a de que nesse instante me tornaria invencível. Mas nem O'Sensei era invencível, se o fosse não teria sido derrotado quando de sua incursão em outro país junto com seu líder espiritual.
O aikidô não é religião. O'Sensei era religioso. Não confunda o criador com a criatura. O aikidô é uma manifestação puramente física. É uma arte marcial, uma forma de autodefesa. Fazer a ligação estreita das duas coisas seria a mesma coisa que dizer que a capoeira é a manifestação pura da religião dos negros escravos. Treinamos o aikido para no tornarmos pessoas melhores sim, tendo a consciência do mal que podemos causar a outros. Aí sim há uma forte relação com a religião, a preocupação com o próximo. Mas aí é uma aplicação prática, direta e objetiva, sem esoterismos.
Que tipo de efeito esse tipo de afirmação pode fazer sobre um iniciante? Será que já não é difícil o bastante tentar fazer as técnicas sem a preocupação de estar "ofendendo" o universo?
Nunca vi um sensei que tenha se harmonizado tanto com a natureza a ponto de se parecer com uma árvore. Até porque árvores não se movimentam e são facilmente derrubadas. É verdade que já vi vários senseis que se acham estrelas, alguns o próprio astro-rei e outros o próprio centro do universo. Taí, acho que tornar-se uno com o universo seja isso.
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